Sem Categoria melissabrienda em 27 Jul 2008
Feito por AMIGOS, feito para AMIGOS…
Apesar de pouco tempo, conseguimos realizar mais este grande feito. A idéia veio dos meus amigos (mais que adorados) Vanessa Higa e Rafa. Uma idéia na mão e muita boa vontade, dá no que dá! Todo mundo parecia desde o começo animado e os jovens que fizeram o encontro se empolgaram com a novidade: A Noite da Santa Pizza!
Em outra noite, nós decidimos as coisas principais. Quantos de nós trabalharíamos? O que precisaríamos? O que nós já tínhamos? Estamos ficando bons em tomar decisões! É certo que o Wilton e a Ciça não participaram da nossa decisão, em que tinham que se vestir de pizzaiolo (com direito a farinha no rosto e mancha de tomate no avental) e Mama italiana (com todos os trejeitos característicos)!!! Conhecemos a democracia quando de nove votos contra um, decidimos questões sobre o vinho, entre outras. E de que jeito a gente ia se virar com dez garçons se dividindo entre 85 mesas, só Deus sabe. Mas ELE realmente sabia e fez o milagre! ![]()
Depois, começou a correria para as compras. Listinhas e mais listinhas. Meu furo, porque eu prometi acompanhar a Isamara na 25 de março, mas não fui! Ela me liga, em pleno expediente, pra perguntar se seis pandeiros eram suficientes. Eu no meio de uma reunião (mas respondi que podia falar assim mesmo!) e respondo, ao lado da minha chefe, que sim, seis pandeiros eram suficientes. É que amigos, Santa Teresinha e a Festa da Santa Pizza são prioridades, entende? Ela (a minha chefe), entendeu. Depois fui até a tal sala em que guardamos nossas coisas. A tal da sala 25, que é mais difícil de achar do que carrapato em pêlo de cachorro (a Raquel não vai concordar comigo, mas ela não vale). Eita salinha escondida! A Cris me disse que era pra entrar pela garagem, aquela em frente ao campo de Botcha (é assim que escreve?). Os velhinhos fofos estavam lá, jogando botcha. Mas eles não se ofereceram para me ajudar a levantar a porta da garagem (aquelas portas de ferro, de estabelecimentos comerciais). Mas tudo bem, se eles tivesse se oferecido eu não aceitaria a ajuda! Mas descobri naquela tarde, que não tenho problemas na coluna!
Ali, fiz todas as contas. Quantos refris nós tínhamos, quantos suquinhos, quantos pratos, quantos guardanapos, quantos tudo. Mandava SMS para a Isamara, 30 pratos, 65 Cocas normais, 15 Fantas. Ela liga de volta. E liga de novo. Mas logo nós já tínhamos feito o trabalho todo, eu aqui e ela lá onde estava. No dia seguinte, saiu com o Chris para buscar o que faltava e os vinhos. A prova disso está lá no carro do Chris, porque o cheiro do vinho que vazou no banco do carro, não saiu até agora!
Chega a terça - feira antes da festa e não ouço falar da reunião para acertar os últimos detalhes. Ligo para a Vanessa, que responde: não vai mais ter reunião. Ai meu Deus! Mas quem disse que na reunião de sexta-feira, da nossa equipe litúrgica, a gente só falou da nossa equipe litúrgica? Não não não. Começamos a contar os convites vendidos (falando nisso, preciso entregar o cheque). Notamos que somos pouco e que são muitos lugares. Como arrumar as mesas? Onde colocar isto? Aquilo? Que horas chegar? Dez da manhã? Ah, já que é pra chegar às dez da manhã, e já que agora são quase 22 horas, que tal irmos para casa? A Raquel e eu não esperamos a resposta e fomos mesmo! No dia seguinte, são dez pras dez quando a Vanessa me liga: “relaxa e dorme”, ela diz. A galera ainda estava na rua. Andrei e Vanessa Pito comprando coisinhas. Vasos para as mesas, entre outros. A Thaisinha está fazendo as unhas e o Rafael esqueceu de lhe avisar o que fazer! O Dúzinho está dando aula. A Mel perdeu a hora, levou 40 minutos para se arrumar e mais 10 pra tomar café. Ligo de volta para a Vanessa e digo que vou atrasar uns vinte minutos. Veja bem, tive que me arrumar, porque era meu dia de cantar na missa e eu provavelmente ficaria direto, até as 16h. Quando cheguei no salão, já estavam a Raquel, Tio Gilberto, Rebecca, Rafael (que ia chegar às 14h!) e Vanessa, arrumando cadeiras e mesas. Estou animada. Digo bom dia. Ninguém responde. Dou um berro: BOM DIA!!!!! A galera pára de contar e respondem: BOM DIAAAA!!!
Vou para a tal sala 25 procurar os crachás de mesa. Smilingüidos? Ah, tá. E quem disse que eu achei? E quem disse que desta vez eu consegui levantar a porta de ferro? Tive preguiça de subir até o salão. Dei outro berro, lá debaixo: VANESSAAAAAAAAAAA… Não escutou. Repito. Vaneeeeeeeeeeeeeeeeessa. Ela mesmo, não escutou. Mas a Rebecca é das minhas e escutou qualquer coisa fora do normal. Veio ver o que era. A Vanessa recebeu o recado e desceu. Logo mais, subimos com vassouras, rodos, pás, Ypês, panos, crachás de mesa, balde e isopor. Limpar as mesas, que estavam um pouco empoeiradas. As cadeiras também. Ué, mas cadê as cadeiras? Bóra correr para o Salesiano e chavecar o Padre, para nos emprestar as cadeiras. As nossas estavam sendo ocupadas com o Curso de Noivos. Agora, bóra contar as cadeiras e passar Veja em todas elas. Pra colocar as toalhas foi uma briga. Não entre nós! Com as toalhas! Porque não havia um padrão: haviam toalhas xadrezas, toalhas verdes, toalhas brancas, toalhas laranja. O que fazer, Meu Deus? Deus respondeu que a festa era da pizza, portanto. Deu-nos a inspiração e nós conseguimos fazer um padrãozinho usando os TNT´s verde e vermelho que existiam. Enquanto isso, chega o Corpo, o Batata, a galera da música, pra testar o som. E a Vanessa, com as flores de mesa. Descobrimos que haviam 65 flores e 85 mesas. Descobrimos também que faltavam dez pra uma da tarde, que era sábado, e que a loja onde a Van e o Andrei compraram as flores, no Parí, fecharia dali há dez minutos. Ah, mas não custa tentar, né? Disse a Van Pito. Bóra ligar para a loja e chavecar a gerente para esperar a gente por causa de vinte florezinhas. Sorte foi que eu fiz um curso de negociação no trabalho e descobri, ali mesmo, que com simpatia e educação, a gente consegue tudo! A moça disse, ao telefone, que ia pagar do bolso dela e nos esperaria do lado de fora da loja. Mas teríamos que chegar lá no Canindé em vinte minutos. Entrei no carro maneiro do pai da Van Pito e fomos, ela e eu, para o tal Canindé. Ela pede desculpas porque o carro vai morrer várias vezes. Pra mim tá tudo muito bem, porque está sendo divertidíssimo. Chegamos em exatos 20 minutos, e lá está a fofa Dona Zenaide (Zenaide?) nos esperando, sentada em um banquinho. Pegamos as sacolas, a NF, entregamos-lhe o dinheiro. De volta para a igreja e eu finjo não escutar minha barriga pedindo alimentação. Roinc roinc roinc. Penso em passar no Mc Donald´s e pedir uns 20 Big Macs para toda a galera sem-almoço, mas resolvo não ser tão apelativa. Quase chegando na igreja, encontramos o Christian, subindo a ladeira do Colégio Salesiano, desolado. Como quem sobe a Serra Pelada. Ele amou quando viu o carro parando ao lado dele. De volta, começo a pensar no número do Mc Donald´s. Um sufoco pra achar o número. Importunando a Cristina, em sua casa, para que olhe na geladeira, se ali está o tal número do restaurante. Airtinho diz que a Mel está caindo de fome, desmaiando. A Cris acreditou. Mas a Mel descobriu, no final das contas, que o Mc Donald´s não passa o Ticket Eletrônico. Hora de pegar a Thaizinha e sair para o restaurante mais próximo e buscar a meia dúzia de lanches para todos os sem-almoço. Escrevo tudo no papel, para não esquecer. Ela vai colocar gás no carro, enquanto eu pego a fila para pedir os lanches. No caminho de volta, chegamos à algumas conclusões. Que a Thaízinha e a Mel não são tão desastradas assim (porque todos os refrigerantes chegaram inteiros). Que as ruas de São Paulo são mesmos esburacadas. Que foi uma ótima idéia eu ter vestido meu jeans mais escuro naquele dia. Em menos de dez minutos estávamos reunidos em volta do balcão, para almoçarmos. Mas a farra acabou. A banda chegou, hoje é meu dia de cantar e eu preciso ensaiar com a Rebecca. Depois, veio a missa. A missa daquele dia teve um gosto especial, teve uma ansiedade gostosa. Todo mundo meio esbaforido pensando nas mil coisas à fazer. Minha dor de cabeça. Oi, dor de cabeça! Há quanto tempo você não aparece! Na hora da homilia, peço licença e vou até a sacristia. Pergunto para o Tio Gilberto se tem remédio para dor de cabeça. Em instantes, a sacristia inteira está sabendo que a Mel está com dor de cabeça e eu vou na sala da Cristina tomar Melhoral. Mas antes ela me oferece Atroveran! Não Cris, hoje não é o caso. Vou de Melhoral, mesmo. Não sei se por causa das mil emoções, erro a letra da música. Não consigo alcançar muito o tom mais alto. A Rebecca ri da minha cara e diz que eu estou tímida. Dou risada também. A missa termina e eu me lembro que preciso tomar banho. Na verdade, todo mundo teve a mesma idéia! Tudo já estava pronto, arrumado, preparado, decorado. Muita, muita gente ajudou. Hora do banho. Estou na calçada, do lado oposto ao Mazzarello, e escuto um berro, dentro de um carro que passa ao meu lado: MEEEEEEEEEEEEEEEEEEEELLLLL! Meu coração salta, e eu penso em assalto. Em desespero, Meu Deus, aconteceu alguma coisa. São as maluquinhas do meu coração, chamadas Raquel e Rebeca, me oferecendo a casa para eu tomar banho. Olha que coisa bonita, tomar banho na casa dos outros! Acho graça, e digo que até iria, mas preciso ver a minha visita, que está na minha casa, e só teria aquela hora para passar correndo e dizer: “Oi! Tchau! Fica com Deus!”. Tio Gilberto, que está dirigindo, Raquel e Rebeca vão embora e eu fico rindo sozinha e agradecendo a Deus por ter amigos assim. Também dá tempo pra dizer em voz alta o quanto eu amo tudo aquilo. Mas no ponto de ônibus, me lembro que meu bilhete único está sem crédito, e que eu não tinha um centavo. Mal deu tempo de terminar o pensamento, quando o Christian e a Vanessa páram o carro na minha frente e me dão carona até a minha casa.
Eram pouco mais de dezenova horas, quando as primeiras pessoas já haviam entrado pelo salão. Todos nós já estávamos vestidos com aventais, lenços no cabelo. Camisas e camisetas brancas. O coração acelerado, porque não sabia se ia dar tempo das nossas famílias chegarem a tempo de pegar as mesas: muita gente chegando! Será que vai ter mesa pra todo mundo? Será que vai ter pizza pra todo mundo? Será que o biombo vai cair novamente e quase derrubar a imagem de Santa Teresinha? Trabalhar as ansiedades, as coisas todas. A pizza começou a sair. A fila começou a se formar e os garçons mais animados do Brasil aplaudiam toda a vez que alguém saía com as pizzas. Os pizzaiolos se empolgaram com a nossa farra. Se divertiam com nosso desespero: o povo quer mais pizza! Prestar atenção naquele canto onde a pizza não está chegando, e aquele outro, e aquele outro onde a Ana Paula está esbaforida, acenando pra valer e berrando: “Aqui, aqui!!!”. Risos e mais risos. Chorar de rir, porque a gente se diverte e porque toda as vezes que a Rebeca sai sorrindo para servir, ela volta com um bico engraçadíssimo, super híper traumatizada com o assédio dos fãs de pizza! As pessoas seguravam nossas roupas para pararmos em suas mesas. Aos poucos fomos pegando alguns macetes e fomos compreendendo por que motivo se chama um garçon e ele parece não escutar!
Mas tudo correu bem, e algum tempo depois, ninguém queria mais ver a pizza de escarola e de brócolis! As pessoas pareciam satisfeitas. Amigos se reencontraram, juntaram mesas, puderam colocar o papo em dia. O Tio João Carlos finalmente reencontrou o meu pai. Os garçons paravam, de vez em quando, para comer um pedaço (veja bem: um pedaço!) de pizza. Qualquer pizza!!! Fazendo coreografia animada. Passinhos, aplausos, tudo. As bandas arrasaram. Todos nós nos divertimos. O pai da Thaís e a Vanessa Higa arrepiando para lavar a louça. O Ronaldo e eu pedindo à Deus para que os pratos acabassem! Recolhendo os pratos, os garfos, derrubando as facas ao chão. Conversas de cozinha. No fim de tudo, muita sujeira e muito cansaço. Mas o saldo é pra lá de positivo. Mais uma realização dos jovens, com a graça de Deus. Trabalho feito em grupo, em time, em equipe e para ELE, é assim. O saldo só pode ser positivo e as lembranças, só podem ser as melhores. E tão grandes quanto o tamanho deste texto!
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